CAMINHOS.
Aspérrima estrada deste meu caminhar,
De singularidades de ver e de sentir.
Faz fremir a minha alma, de viver e de seguir,
O caminho excitativo a um devir.
Comparecendo a fadiga e o desalento,
Que emergem dos tempos obscuros.
Obstinados em perseguir e acossar,
A minha alma cansada de caminhar.
Implacáveis, insistem em me cercar,
Pretextando o caimento, e me estancar.
Entretanto, forte me fiz, como viajor
Que desde cedo, aprendeu com a dor.
Essa companheira que já não intimida,
Que sem querer, me fortalece e me ensina.
Me fazendo refletir e seguir,
O caminho desmesurado, e sem fim.
Extasiado de seguir e de viver, precatado sigo.
Pertinaz teima me acompanhar, essa dor a me enlear.
A dor, essa dor de doer,
Como colheita, das outroras plantações de meu ser.
Outros, contudo, seguem os mesmos caminhos,
Sem a estesia produtiva de seu ir.
Revoltando-se, como queixumeiros renitentes,
Como retardatários no ir, para o devenir.
No entanto, todos conseguiremos chegar
Ao topo que a caminhada à evolução nos conduz.
Já que a todos o Alto sempre guia
Iluminando o caminho a seguir.
Um Amigo Oculto.
Grupo Espírita Fraternidade de Mogi das Cruzes