Desencarnado: Sandro Antonio Rodrigues 12/07/70 à 07/02/99

Mãe Maria do Nascimento Miranda, profissão: auxiliar de enfermagem.

Irmãs Mariangela Rodrigues e Elizangela Rodrigues

Fonte: Jornal Arauto de Luz – Outubro de 2000

  Mãe Maria,

Estou me recuperando, às vezes tenho umas crises de esquecimento devido ao tumor cerebral. Mãe, no princípio a barra estava pesada, eu senti um medo enorme de morrer e pensava no meu carro, único bem material que eu possuía e de que tanto me orgulhava.

Quando meu corpo físico não existia, não tomei conhecimento do fato, na hora e fiquei no hospital deitado e quando não recebi visitas da senhora e de ninguém pensei em casa e no carro e logo me vi no volante, mas minhas mãos passavam pela porta, pelo volante, buscava vocês, amigos e ninguém me via ou respondia, morri, pensei logo, estou delirando...

Sentei no sofá da sala e chorei muito, foi quando se aproximou um homem vestido de médico e me perguntou se eu tinha sede, percebi que a sede era enorme, tomei um suco que ele me ofereceu e dormi logo, para despertar em outro hospital. Ai a fraqueza me tomou por inteiro, não consegui me levantar mas aos poucos fui me fortalecendo e tomei o conhecimento, em várias sessões de apoio com outros enfermos, de minha vida passada. Mãe, fui suicida e com o tumor no cérebro curei a trajetória de uma bala, mãe ninguém tem culpa de minha morte a não ser eu mesmo, por ter exterminado minha vida. Agora, quando eu mais queria viver, parti, na hora certa.

Como temos nossa certidão de nascimento, no dia e hora determinado por Deus, temos nossa hora de partir. Mãe você foi a mãe mais dedicada e bondosa, hoje como eu desejo lhe dar um abraço. Quando você me pedia um abraço, eu não sabia, mãe, a importância de um carinho, não era falta de amor, Mãe, era falta de entendimento, não de sentimento. Mãe, hoje apesar de apenas pouco tempo de ter deixado a terra, eu já compreendo o que do mundo é, que hoje as minhas necessidades são preces, lembranças amigas. Quero deixar para a Mariangela e Elizangela meu abraço de irmão. Podem dispor do que foi meu, com bem quiserem, porque não vou precisar de nada, a não ser as orações de vocês.

Mãe, eu gosto muito de você, me abençoe. Desejo muito que não visitem meu túmulo no aniversário de minha morte, quando isto ocorre com todos que aqui estão passamos mal, eu estou mais vivo do que na terra porque não tenho inibições de dizer que amo muito vocês.

Espírito, Sandro Miranda

Minha mãe é auxiliar de enfermagem de Tupaciguara, envio aos amigos de lá e os que estão cá, meu abraço. O Miranda é uma homenagem a Mamãe Maria.

Mensagem recebida por psicografia no dia 12 de fevereiro de 200, pela médium Shyrlene Soares Campos no Núcleo Servos Maria de Nazaré.

Internou no Hospital Escola da Universidade Federal de Uberlândia com tumor cerebral, em 30/01/99, foi cirurgiado em 03/02/99 às 15h da tarde e fez morte cerebral na madrugada do dia 05/02/99. Faleceu em 07/02/99 às 15h da tarde.

 

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