Atendimento
fraterno
Autora:
Vanda Simões
Aula 4
5.2
- Fluidoterapia
A
fluidoterapia é uma arma poderosa no tratamento das enfermidades espirituais. A
maioria dos casos são resolvidos com estes procedimentos: orientação, passes
e água fluidificada.
É
fundamental o Centro Espírita contar com uma equipe de passistas alinhada no
mesmo pensamento de servir ao próximo e que tenha a plena consciência da
gravidade da tarefa que está empreendendo. É preciso que também esteja
consciente da necessidade de um constante trabalho de reformulação moral
interior. Afinal a qualidade dos fluidos doados está na razão direta da
moralização do médium. A equipe não poderá ter variação frequente, a não
ser nos casos de necessidade.
Os
passes serão administrados nos dias do próprio atendimento, podendo nos casos
graves, serem aplicados mais de uma vez por semana, e por mais de um passista.
5.3
- Reunião mediúnica
Os
casos de maior gravidade serão encaminhados para as reuniões mediúnicas
destinadas à investigação. Evidentemente o grupo deverá ter sua equipe de médiuns
já em funcionamento. Caso contrário é melhor não iniciar a tarefa de
atendimento a processos obsessivos, sob pena de arrumar mais problemas que soluções.
Os grupos deverão estar preparados para realizar a investigação através das
evocações ou manifestações espontâneas, de acordo com a necessidade de cada
caso.
É
de fundamental importância se saber a opinião dos Espíritos amigos sobre os
casos mais graves em tratamento. Essas informações, associadas aos detalhes
revelados na entrevista, poderão fornecer um diagnóstico satisfatório sobre
os casos em questão. Após se ter uma idéia segura a respeito das causas dos
problemas do paciente, será possível prescrever-lhe uma conduta terapêutica.
5.4
- Cuidados médicos
Alguns
pacientes portadores de obsessões graves, poderão necessitar de uma terapia
medicamentosa. O entrevistador, sempre que achar necessário, deverá encaminhar
o paciente ao médico terreno, para que ele proceda conforme a necessidade. Caso
ele já esteja sob cuidados médicos, evidentemente a terapia deverá ser
mantida e jamais o entrevistador poderá interferir nesse procedimento.
Receituários
alopáticos, homeopáticos ou fitoterápicos devem ser terminantemente evitados
na casa espírita. Esse tipo de trabalho é muito propício ao endeusamento de médiuns,
ao estímulo à vaidade pessoal do mesmo e, por isso mesmo, à facilidade do
concurso de Espíritos pouco adiantados, que via de regra, acabam comandando o núcleo
espírita. Lembrar sempre que a terapia espírita se fundamenta na moralização
dos pacientes, dos Espíritos perturbadores e na fluidoterapia. Nada mais.
5.5
- Ocupação do enfermo
Nos
casos graves, as enfermidades espirituais podem levar as criaturas a condições
tão degradantes que impossibilitam-nas ao trabalho de qualquer natureza. Porém,
na maioria das situações as pessoas podem se dedicar a algum tipo de trabalho
e isso deve ser estimulado como parte da terapia reequilibrante. A ociosidade
agrava qualquer mente em desalinho.
Entretanto,
deve-se ter o cuidado para não levar adiante a idéia corrente de que basta
colocar o obsediado para "trabalhar" para livrá-lo da obsessão. Isso
é procedimento de casas que não fundamentam seus trabalhos na metodologia
kardequiana, portanto pouco têm a oferecer aos que buscam auxílio em situações
de desespero. Como geralmente a parte assistencial é a linha de frente dos
trabalhos dessas casas, generalizou-se esse grave equívoco em nosso meio, o que
trouxe imensos prejuízos para a resolução dos problemas mais sérios.
6.0
- Resultados
Em
todo e qualquer trabalho que se realiza, faz-se necessário um estudo dos
resultados, como método de aferição de sua produtividade. Isso se aplica a
qualquer empreendimento. Neste caso, a observação dos resultados nos dará um
idéia da qualidade da assistência que está sendo oferecida aos pacientes que
procuram a casa. Saber se os casos estão sendo resolvidos, se as pessoas estão
satisfeitas com o tipo de serviço oferecido é obrigação de todo trabalho sério.
Aqui entra a importância das fichas de atendimento e das carteirinhas de
controle para realização dessa avaliação.
Existem
três itens básicos que nos auxiliam nessa avaliação: a) resolução do
processo; b) insucesso no tratamento; c) abandono da assistência.
A
experiência tem demonstrado que o Espiritismo pode resolver em torno de 70% dos
casos de obsessões de um modo geral. Se
os casos atendidos não estão sendo resolvidos, ou existe um percentual
considerável de abandono, os métodos de trabalho precisam ser revistos passo a
passo, da recepção à reunião mediúnica, passando pelo passe e reunião pública.
6.1
- Avaliações
Não
há outro meio de se saber os resultados de qualquer trabalho a não ser
avaliando-o. A terapêutica espírita também não foge à regra. As avaliações
dos assistidos devem ser periódicas, em data de retorno previamente marcada na
entrevista inicial. Desta forma poderemos fazer duas coisas importantes: dar
mais atenção à pessoa que está em assistência na casa e avaliar suas condições
espirituais atuais. Caso sua situação espiritual não esteja evoluindo bem,
deve-se continuar o tratamento e submeter o caso a uma nova investigação. Este
também é um dos motivos da necessidade da carteira de controle.
6.2
- Encaminhamento do assistido
Finalmente,
depois da avaliação e liberação do paciente da assistência espiritual
recebida, convém direcioná-la para algum setor da casa, se for de sua vontade
permanecer nela. Neste caso, ela pode ser encaminhada para os cursos que o
Centro Espírita oferece e que devem ser adequados para o seu nível de
entendimento. Também poderá ser estimulado a servir, como voluntário, nas
fileiras do trabalho caritativo.
Não
é conveniente colocar pessoas com enfermidades espirituais em cursos de estudos
da Doutrina Espírita, sem antes submetê-la a assistência dos Espíritos
amigos, pois o bom senso nos diz que indivíduos em desequilíbrio não estão
em condições de assimilar as idéias com naturalidade.
Devemos
lembrar que nem todos os que vão em busca de assistência nas casas espíritas
querem aprender Espiritismo. Muitos, depois de "curados", voltam para
suas crenças de origem. Isso deve ser muito respeitado. Não devemos fazer de
nossas casas espíritas uma armadilha para arrebanhar adeptos. A Doutrina Espírita
é destinada aos Espíritos quem tem amadurecimento para compreendê-la. Não se
pode forçar ninguém a aceitá-la.
Enfim,
se através do Atendimento Fraterno da casa espírita, as pessoas conseguirem
recuperar seu equilíbrio e serenidade, o trabalho já terá atingido seu
objetivo. Se elas vão ficar frequentando a casa espírita, isso o tempo dirá.
Vanda
Maria Simões
Rua
dos Ipês, 100
Apto
201
Renascença
São
Luís, MA
Cep.
65075-200
Internet:
vanda@elo.com.br
Nota:
Modelos de ficha para entrevistas, carteira de tratamento e instrução de como
a assistência espiritual pode ser implantada na casa espírita poderão ser
conseguidos através do seguinte endereço:
Grupo
Espírita Bezerra de Menezes
Caixa
Postal 1011
São
José do Rio Preto, SP
Cep. 15025-990
Fim aula 4