EXPULSAR
JESUS DO ESPIRITISMO ?
(14/04/2006)
Por inacreditável possa parecer, ainda encontramos
irmãos “espíritas” que questionam o aspecto religioso da Terceira Revelação.
Negam a excelsitude de Jesus com febril descontrole emocional,
referindo-se ao Mestre como se Ele fosse um homem vulgar. Para esses confrades
atoleimados em suas fanfarras imaginárias, alertamos o seguinte: Espiritismo
religioso, Sim! Acompanhemos o raciocínio de Emmanuel “Somente o Cristianismo
restaurado pode salvar o mundo que se perde. Nossa missão é essencialmente
religiosa, na restauração da fé viva e na revivência das tradições simples dos
tempos apostólicos. Não temos a presunção de pedir o atestado de óbito das
escolas religiosas, nem desejamos estabelecer a luta dogmática e o sectarismo.
Desejamos tão-só reavivar a crença pura, a fim de que o homem, na qualidade de
herdeiro divino, possa entrar na glória espiritual da compreensão de Jesus
Cristo”.[1]
(grifamos)
Se
aceitamos os preceitos da Doutrina Espírita, não podemos
negar-lhes fidelidade absoluta. Prevendo esses estranhíssimos movimentos em
nossas hostes, Chico Xavier há 21 anos advertia “as falanges das trevas são
muito poderosas, organizadas. O que
elas desejam é expulsar Jesus do Espiritismo e se tirarem Jesus do Espiritismo este desaparecerá. Têm surgido,
ultimamente, muitas práticas estranhas no movimento kardeciano.
Estou alertando vocês porque
eu tenho pouco tempo de vida e vocês devem defender esse tesouro.”[2]
Posteriormente,
numa entrevista cedida a confrades de Uberaba, Chico reafirma:
“Se tirarmos Jesus do Espiritismo, vira comédia. Se tirarmos Religião do
Espiritismo, vira um negócio. A Doutrina Espírita é ciência, filosofia e
religião. Se tirarmos a religião, o que é que fica? Jesus está na nossa
vivência diária, porquanto em nossas dificuldades e provações, o primeiro nome
de que nos lembramos, capaz de nos proporcionar alívio e reconforto, é JESUS.”[3]
Alguns
“espíritas”, distantes de quaisquer argumentos inteligíveis
persistem em disseminar a desgastada cantilena de que se é preciso fugir do
Cristo, do religiosismo, do igrejismo no Espiritismo e transformá-lo numa
academia de notáveis. Sob o viés dessa esdrúxula fábula conceitual,
escrevem livros, artigos, fazem palestras, escravizados aos impulsos
telepáticos dos “gênios das trevas”.
Desta forma, pela tendência desses estranhos irmãos
“espíritas”, percebe-se que o Evangelho ainda encontrará, por
algum tempo, a resistência das trevas, da má-fé, da
ignorância, apesar de representar a grande síntese de todas as propostas
filosóficas que visam aprimorar o homem.
Esses desarrazoados pregoeiros de idéias vãs esquecem-se
de que o Cristo é o
modelo de virtudes sobre-humanas. É incomparável a dedicação e a santidade que
Ele dispensa à Humanidade. Nós, que ainda estamos mergulhados
no vício da corrupção, não temos parâmetros para avaliarmos a
Sua magna importância para o Espiritismo, porque a Sua perfeição se perde na
noite indevassável dos séculos.
O
Espiritismo sem Jesus pode alcançar as melhores expressões acadêmicas, mas não
passará de atividade destinada a modificar-se ou desaparecer, como todas as conquistas transitórias do
mundo. E o espírita, que não cogitou da sua iluminação com o Evangelho Dele,
pode ser um intelectual, um doutor e um filósofo, com as mais elevadas aquisições
culturais, mas estará sem bússola e sem roteiro no instante da tempestade
inevitável da provação.
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://meuwebsite.com.br/jorgehessen
[1] Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2000, questão 42,
[2] Revista Internacional do Espiritismo, Matão 1985
[3] Entrevistas com Chico Xavier disponíveis em http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/religiao/espiritismo-sem-jesus.html e http://www.meumundo.americaonline.com.br/eespirita/espiritismo_sem_jesus.htm