Nasceu
em 25/09/1915, na antiga Província de Avaré, Zona Sorocabana
e desencarnou a 09/03/1979, em São Paulo. Filho do farmacêutico
José Pires Correa e da pianista Bonina Amaral Simonetti
Pires. Fez seus primeiros estudos em Avaré, Itai e Cerqueira
César. Revelou sua vocação literária desde que começou a
escrever. Aos 9 anos fez o seu primeiro soneto, um decassílabo
sobre o Largo São João, da cidade natal. Aos 16 anos
publicou seu primeiro livro, Sonhos Azuis (contos) e aos 18
anos o segundo livro, Coração (poemas livres e sonetos). Já
possuía seis cadernos de poemas na gaveta, colaborava com
jornais e revistas da época, da Província de São Paulo e do
Rio. Teve vários contos publicados com ilustrações na
Revista Artística do Interior, que promoveu dois concursos
literários, um de poemas, pela sede da UAI em C. César, e
outro de contos, pela Seção de Sorocaba.
Mário
Graciotti o incluiu entre os colaboradores permanentes da seção
literária de A Razão , em S. Paulo, que publicava um poema
de sua autoria todos os domingos. Transformou (1928) o jornal
político de seu pai em semanário literário e órgão do UAI.
Mudou-se para Marília em 1940 (com 26 anos), onde adquiriu o
jornal Diário Paulista e o dirigiu durante seis anos. Com José
Geraldo Vieira, Zoroastro Gouveia, Osório Alves de Castro,
Nichemja Sigal, Anthol Rosenfeld e outros promoveu, através
do jornal, um movimento literário na cidade e publicou
Estradas e Ruas (poemas) que Érico Veríssimo e Sérgio
Millet comentaram favoravelmente. Em 1946 mudou-se para São
Paulo e lançou seu primeiro romance O Caminho do Meio , que
mereceu críticas elogiosas de Afonso Schimidt, Geraldo Vieira
e Wilson Martins. Repórter, redator, secretário, cronista
parlamentar e critico literário dos Diários Associados .
Exerceu essas funções na Rua 7 de Abril por cerca de trinta
anos.
Autor
de oitenta livros de Filosofia, Ensaios, Histórias,
Psicologia, Parapsicologia e Espiritismo, vários de parceria
com Chico Xavier.
É
um dos autores mais críticos dentro da Doutrina Espírita.
Sua linha de pensamento é forte e altamente racional,
combatendo os desvios e mistificações.
Alegava
sofrer de grafomania, escrevendo dia e noite. Não tinha vocação
acadêmica e não seguia escolas literárias. Seu único
objetivo era comunicar o que achava necessário, da melhor
maneira possível.
Graduado
em Filosofia pela USP, publicou uma tese existencial: O Ser e
a Serenidade .
Fonte:
Livros de J. Herculano Pires - JRBC Jul/95