Flávio Ferreira da Luz
Nascido em 18 de Agosto de 1887 na Rua Comendador Araújo, em Curitiba, Capital do Estado do Paraná, onde hoje é a sede da Sociedade Thalia.
Faleceu em 20/03/1954. Foram seus pais José Ferreira da Luz e Bertholina Pereira da Luz.
Em 1905 matriculou-se na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, tendo concluído o curso de Bacharel em Direito em 1909.
Contraiu núpcias em 19 de Abril de 1910 com a senhorita Sarah Lopes, que passou a assinar-se Sarah Lopes Luz .
Desse casamento houveram cinco filhos: Cid, Clotilde, José, Ruy e Laura.
Sucedeu seu genitor como titular do Cartório de Registro de Imóveis do 1º Distrito da Capital.
Foi, em companhia de Nilo Cairo, que era seu concunhado, um dos idealizadores e fundador da atual Universidade do Paraná.
Foi pioneiro da radiofonia no Paraná e um dos fundadores da Rádio Clube Paranaense – a nossa PRB-2.
Ainda muito jovem, já se dedicava as pesquisas no campo do Espiritismo.
Em 18-07-1915, era incluído nos quadros da Federação Espirita do Paraná, como membro da Comissão Central e já em 14 de Janeiro de 1917 era eleito Presidente, sendo reeleito para os anos de 1918, 1919, 1920 e 1921.
Em 1920 participou da primeira comissão organizadora do Hospital Espírita.
Sua vida foi por longos anos, dedicada, além da família, às mais diversas atividades sociais e à Causa da Doutrina Espírita.
Companheiro inseparável das atividades Espíritas de Arthur Lins de Vasconcellos, esteve ao seu lado até o ano de 1930.
Sua folha de serviços prestados à Federação Espírita do Paraná é uma das mais repletas de dedicação.
Assim é que, tendo deixado a Presidência em 1922, a ela voltou em 16 de janeiro de 1927, depois de ter exercido o Cargo de Secretário Geral de 20 de Janeiro de 1923 a Janeiro de 1926.
Foi Diretor da Revista de Espiritualismo, onde o brilho de sua pena e o fulgor de sua inteligência, ao lado de seus conhecimentos doutrinários, marcaram estupenda contribuição à divulgação da Doutrina Espírita.
Em 1926 foi eleito 1º Vice-Presidente e em 16 de janeiro de 1927 volta à Presidência.
Antes porém, de retornar a Presidência, foi, no ano de 1925, na qualidade de Diretor da Revista Espiritualista e Secretário da Federação, subscritor de um telegrama de protesto dirigido aos poderes públicos, contra a tramitação na Assembléia Legislativa do Paraná, de um projeto de Lei, mandando o Governo do Estado doar à Igreja Católica, para instalação de dois Bispados, de uma gleba de centenas de alqueires de terras pertencentes ao patrimônio do Estado.