Aristóteles
Soares da Rocha
Nascido
na cidade de Barra Mansa, Estado do Rio de Janeiro, a 10 de
junho de 1880, e desencarnado em São Paulo, a 9 de junho de
1972.
Filho de Joaquim Soares da Rocha e de D. Arlinda Amélia
Franco da Rocha, era viúvo de D. Hercília de Carvalho Rocha,
de cujo matrimônio teve sete filhos. Em Segunda núpcias, era
casado com D. Maria do Carmo Solomon Rocha.
Foi vereador e Delegado de Polícia na cidade de Dourados,
tendo também exercido funções correlatas em algumas cidades
do interior do Estado de São Paulo.
Suas atividades no seio do Espiritismo tiveram início no ano
de 1910, fundando com o auxílio de outros amigos e de sua irmã
Clélia Soares Rocha, conhecida pioneira espírita, o Lar Anália
Franco, em São Manoel, Estado de São Paulo.
Nos trinta últimos anos de sua vida era sempre requisitado
pelos auditórios espíritas, onde suas palavras, sempre
apreciadas, tinham o mérito de cativar os presentes,
comovendo-os, e ele próprio dificilmente conseguindo sopitar
as lágrimas que lhe brotavam dos olhos.
Espírito animado de profundos sentimentos de caridade, não
regateava auxílio àqueles que o procuravam em busca de uma
palavra amiga, de um gesto fraternal ou de uma ação. Muitas
pessoas aflitas se beneficiaram com suas palavras
esclarecedoras e cheias de bondade.
Tomou parte em muitos conclaves espíritas que se realizaram
no Estado de São Paulo, e se fazia presente em todos os
grandes acontecimentos que envolviam a Doutrinados Espíritos
Apesar de sua idade avançada, nos últimos anos de sua existência
terrena, percorreu inúmeras cidades brasileiras,
principalmente as capitais dos Estados, proferindo palestras e
visitando instituições espíritas.
Homem de ilibado caráter, Aristóteles Soares Rocha deve se
constituir em paradigma para aqueles que geralmente arrefecem
em meio à jornada, que se sentem demasiadamente idosos para
desempenhar tarefas no seio da Doutrina. Com 92 anos de idade
ele ainda se sentia animado de verdadeiro idealismo, servindo
à causa espírita té os últimos instantes de sua profícua
vida terrena.
Não era menor o seu esforço no campo da assistência social,
tendo contribuído decididamente para a fundação de um Lar
para Meninos, no município de Santa Isabel, nas proximidades
da capital paulista, o que fez coadjuvado por outros
companheiros de ideal.
LUCENA, Antônio de Souza e GODOY, Paulo Alves. Personagens do
Espiritismo. Edições FEESP, 1982. 1ª edição, SP.