DEPENDÊNCIA
QUÍMICA
A
dependência química é uma designação dada ao processo acarretado pelo uso
contínuo de substâncias químicas que provocam dependência física e psicológica.
Essas substâncias são chamadas de drogas. Elas são capazes de alterar as funções
orgânicas.
São chamadas de drogas psicotrópicas aquelas que atuam no cérebro, alterando de alguma forma o psiquismo.
Os
estimulantes são drogas que aceleram o rítimo cerebral.
As
drogas psicotrópicas podem ser classificadas em :
ESTIMULANTES:
Anfetaminas;
Cocaína;
Cafeína.
DEPRESSORES:
Álcool;
Hipnóticos
não barbitúricos;
Barbitúricos;
Ansiolíticos;
Narcóticos;
Solventes
(inalantes);
Opiáceos.
PERTURBADORES:
Alucinógenos
primários : Sintéticos (LSD-25, êxtase)
Alucinógenos
secundários: - Anticolinérgicos
Deve-se
ter muito cuidado quando for preciso ajudar alguém que está envolvido pelo vício
com as drogas, seja de qual tipo for. Divaldo Pereira Franco fala em algumas
palestras e seminários sobre as drogas, muitas pessoas se deixam envolver pelo
vício conduzidos por seus companheiros, deve-se sempre procurar ajudar aos irmãos
viciados da melhor forma possível, mas da maneira correta e nunca deixando que
eles nos arrastem para o mesmo erro. Muitas vezes os namorados(as) ou
companheiros (as) pedem para que você experimente as drogas como uma prova de
amor, mas isso não é amor e sim capricho, a melhor prova de amor que podemos
dar aos nossos amigos drogados é tentar ajudá-los sem se envolver com o vício.
Para ajudar existem numerosos sites sérios na internet que oferecem tratamento
para pessoas nessas condições, muitos deles mantidos por entidades religiosas
e que são gratuitos. Além de muitos trabalhos desenvolvidos por instituições
religiosas e inclusive pelo governo.
É necessário também frisar que todo tratamento médico deve ser acompanhado pelo tratamento espiritual, pois as pessoas envolvidas pelas drogas, quer seja o álcool, o fumo, anfetaminas, ou outro tipo, está com toda certeza sendo acompanhado por entidades espirituais que também possuem o vício e induzem a pessoa a continuar se drogando cada vez mais. É preciso nesta situação usar de todas as armas oferecidas e recomendadas pela espiritualidade, ou seja, a realização do Evangelho no Lar, o uso da água fluidificada para tomar e para lavar a cabeça, o tratamento de desobsessão, a prática da oração, a integração com grupos de pessoas em atividades edificantes e sadias, como a mocidade, o estudo do evangelho, atividades voluntárias, leitura edificante, voltar a estudar (fazer algum curso), procurar trabalhar em alguma coisa, praticar exercícios físicos, ocupar a mente sempre com coisas boas e instrutivas, além de uma vontade firme em sair da situação em que se encontra.
Aquele
que tem VONTADE FIRME, e pede ajuda a Deus com VERDADEIRA FÉ sempre é
auxiliado e consegue se afastar do vício.
Se o jovem parar um pouco para meditar sobre o que perde se envolvendo com os vícios ele jamais vai buscar experimentar qualquer um deles. É escolher entre o amor verdadeiro das pessoas, da família e dos amigos e o relacionamento baseado no interesse pelas drogas. É escolher entre a escravidão da dependência e a liberdade do livre arbítrio. O trabalho honesto e a sociabilidade ou a discriminação e a dependência econômica. A saúde plena ou a doença e o sofrimento. A alegria e a satisfação dos pais e familiares ou a solidão e a vergonha. A realização pessoal ou a degradação humana. A vitória na vida sobre algo tão desprezível ou a derrota de deixar se envolver por algo tão destruidor. O amor sincero que constrói e edifica ou o egoísmo e a degradação. O respeito das pessoas ou a discriminação. Você escolheria o quê? Ser um guerreiro que não deixa nada te abater com a ajuda e a força de Deus ou o covarde que precisa se esconder nas muletas de alguma droga arrastando um vício vergonhoso?.
Escolha
o BEM, o BOM, o SAUDÁVEL e seja FELIZ.
Referência
:
(Departamento
de Psicobiologia da UNIFESP/EPM):
www.unifesp.br/dpsicobio/drogas/drogas.htm
Outros
sites:
www.contradrogas.org.br
(Associação Parceria Contra Drogas)
www.drogas.org.br
(Portal drogas)
www.comciencia.br/especial/drogas/drogas01.htm
Anfetaminas
As anfetaminas são drogas sintéticas, ou seja são produzidas em laboratório.
Utilizadas no tratamento da depressão e na diminuição do apetite. Logo foi descoberto o efeito de dependência causada pela droga e, com isso houve um controle e declínio do seu uso.
Atuam nos neurotransmissores dopamina e noradrenalina, que possuem várias funções fisiológicas e comportamentais. Os estados de apetite, saciedade, vigília e funções psíquicas estão envolvidos. A ingestão de anfetamina causa insônia, perda de apetite e um estado de hiperexitabilidade. A pessoa se torna muito ativa, inquieta, e extrovertida. Em altas doses provoca agressividade e delírios e em alguns casos convulsões. Pode provocar ainda dilatação pupilar, taquicardia e aumento da pressão arterial.
Cocaína
A cocaína é um alcalóide presente
numa planta sul-americana, a coca, cujo nome científico é Erythroxylon coca.
O "vinho de coca", preparado à base da
planta, foi considerado na Europa uma bebida muito reconfortante e de grande uso
social. A cocaína foi usada como medicamento até o início do século.
Existiram surtos do uso desta droga no passado, mas depois que foram
demonstrados os seus efeitos prejudiciais ao organismo, houve uma proibição do
seu uso e um declínio na ingestão da cocaína. Hoje em dia, vive-se o pico de
uma nova epidemia .
Existem
o "chá de coca", preparado à base das folhas, é muito utilizado no
Peru. Nesta forma, pouca droga é absorvida. O
sal de cocaína (“pó” ou “neve”) é obtido usando produtos como
solventes e ácido sulfúrico. Como ele é solúvel, pode ser
aspirado ou usado via endovenosa, dissolvido em água .
A
cocaína eleva a concentração dos neurotransmissores dopamina e noradrenalina
no organismo. Com isso, todas as funções
que esses neurotransmissores possuem ficam amplificadas e podem também
aparecer ações que não existem nas concentrações normais.
Com a ingestão da cocaína ocorre uma sensação de euforia e prazer. Ela produz aumento das atividades motoras e intelectuais, perda da sensação de cansaço, falta de apetite, insônia.
Numa
dose exagerada (overdose) aparecem sintomas de irritabilidade, agressividade,
delírios e alucinações. Pode ocorrer também aumento de temperatura e da
pressão arterial, taquicardia e degeneração dos músculos esqueléticos. Este
excesso pode levar até à morte, que ocorre por convulsões, parada cardíaca e
respiratória.
Quando é usada pela via endovenosa os efeitos são imediatos, pois a droga cai diretamente na corrente sanguínea e vai direto para o cérebro.
Não existe Síndrome de Abstinência característica, quando cessa a ingestão. Porém a dependência psicológica é muito forte, provocando uma vontade incontrolável de consumir a droga ("fissura").
Cafeína
A
cafeína também chamada metil-xantina, derivada das xantinas, está presente em
plantas amplamente distribuídas nas várias regiões geográficas. Ela é
encontrada nos grãos de café, folhas de chá e de mate, nas sementes de cacau
e em várias partes do guaraná. Devido ao consumo generalizado dessa substância,
conclui-se que ela é a droga mais utilizada no mundo. Um copo de café contém
aproximadamente 85mg de cafeína.
A cafeína possui efeitos terapêuticos importantes como dilatação dos brônquios, estimulação do coração e aumento da excreção urinária. No cérebro, ela alivia dores de cabeça. Ela possui também efeitos prejudiciais, provoca aumento da secreção gástrica, agravando sintomas de gastrite e úlcera.
A droga também possui efeitos psicoestimulantes.
O uso crônico dessa substância (350mg ao dia) provoca dependência física e tolerância à droga. Na retirada da droga pode aparecer uma síndrome de abstinência caracterizada por dores de cabeça, nervosismo, irritação, ansiedade e insônia.
Álcool
Embora
seja uma droga, freqüentemente o álcool não é considerado como tal,
principalmente pela sua grande aceitação social e mesmo religiosa. O consumo
excessivo tem se tornado um dos principais problemas das sociedades modernas.
O
álcool contido nas bebidas é cientificamente conhecido como etanol, e é
produzido através de fermentação ou destilação de vegetais como a cana-de-açúcar,
frutas e grãos. O etanol é um líquido incolor.
O
álcool é absorvido principalmente no intestino delgado, e em menores
quantidades no estômago e no cólon. A concentração do álcool que chega ao
sangue depende de fatores como: quantidade de álcool consumida em um
determinado tempo, massa corporal, e metabolismo de quem bebe, quantidade de
comida no estômago.
O
uso do álcool causa desde uma sensação de calor até o coma e a morte
dependendo da concentração que o álcool atinge no sangue.
Um
curto período (8 a 12 horas) após a ingestão de grande quantidade de álcool
pode ocorrer a "ressaca", que caracteriza-se por: dor de cabeça, náusea,
tremores e vômitos. Isso ocorre tanto devido ao efeito direto do álcool ou
outros componentes da bebida. Ou pode ser resultado de uma reação de adaptação
do organismo aos efeitos do álcool.
A
combinação do álcool com outras drogas (cocaína, tranqüilizantes,
barbituratos, antihistamínicos) pode levar ao aumento do efeito, e até mesmo
à morte.
O
efeitos do uso prolongado do álcool são diversos. Dentre os problemas causados
diretamente pelo álcool pode-se destacar doenças do fígado, coração e do
sistema digestivo. Secundariamente ao uso crônico abusivo do álcool,
observa-se: perda de apetite, deficiências vitamínicas, impotência sexual ou
irregularidades do ciclo menstrual. O uso regular do álcool provoca tolerância.
O uso contínuo de álcool ocasiona dependência
física (com síndrome de abstinência caracterizada por nervosismo, irritação,
sonolência, sudorese, diminuição do apetite, tremores, convulções e alucinações)
e dependência psicológica.
Sedativos
e Hipnóticos não Barbitúricos. As drogas que podem ser assim classificadas são:
benzodiazepínicos, paraldeídos e brometos.
Benzodiazepínicos:
Os
benzodiazepínicos tem um efeito sedativo-hipnótico dependo da dose utilizada.
Como o aumento progressivo da dose os efeitos são: sono, inconsciência,
anestesia cirúrgica, coma e por fim a depressão fatal da regulação respiratória
e cardio-vascular. O coma só ocorre em doses muito elevadas, e a ocorrência de
depressão respiratória fatal é muito difícil. Ainda em doses terapêuticas
os benzodiazepínicos têm a capacidade de dilatar os vasos coronarianos, já em
doses altas pode também bloquear a transmissão neuromuscular.
Os
efeitos indesejados que ocorrem mesmo com o uso de doses terapêuticas são:
graus variados de tonteira, lassitude, tempo de reação aumentado, falta de
coordenação motora, comprometimento das funções mental e motora, confusão,
amnésia anterógrada, e alterações nos padrões de sono. Outros efeitos
colaterais que podem ocorrer são: fraqueza, cefaléia, turvação visual,
vertigem, náuseas e vômitos, desconforto epigástrico e diarréia, dores
articulares, torácica e incontinência urinária.
A
tolerância ocorre rapidamente para as ações sedativas ou hipnóticas. Essa
tolerância parece ser tanto funcional como metabólica. O desenvolvimento da
dependência ocorre devido ao uso crônico de benzodiazepínicos e sua magnitude
é dependente da dose, ansiedade e alucinações.
Paraldeído
O
paraldeído é um líquido incolor, com forte odor e gosto desagradável. Após
a ingestão, o paraldeído é um hipnótico eficaz e de ação rápida. Devido
à sua ação anticonvulsivante e de limitar a excitação motora, ele pode ser
utilizado em convulsões do estado epiléptico, do tétano, e na abstinência de
usuários crônicos de álcool e barbitúricos. O abuso de paraldeído é raro,
devido ao seu gosto e odor. A superdosagem caracteriza-se por: depressão grave
do sistema nervoso central, respiração rápida e difícil, acidose, gastrite
hemorrágica, hepatite tóxica, nefrose e edema pulmonar. A síndrome de abstinência
lembra a do alcoolismo, incluindo "delirium tremens" e alucinação.
Brometos
O
uso de brometos como sedativo não é mais justificável, devida a existência
de outras drogas e a possível intoxicação que podem causar. Os sinais de
intoxicação são: vermelhidão na pele ("rash" cutâneo), depressão
do sistema nervoso central, delírio ou alucinações, e sinal de Babinski
presente. Como a excreção do íon brometo é feita pelo rim, alguns diuréticos
e sais podem aumentar sua excreção.
Barbitúricos
Os
barbitúricos (ou derivados do ácido barbitúrico) foram por muito tempo, a
droga de escolha para o tratamento da insônia. Atualmente são substituídos
por novas drogas como os benzodiazepínicos. Hoje em dia, os barbitúricos ainda
são utilizados no tratamento de distúrbios convulsivos e na indução da
anestesia geral.
A
principal ação do barbitúrico é sobre o Sistema Nervoso Central. Eles podem
causar depressão profunda, mesmo em doses que não têm efeito sobre outros órgãos.
A depressão pode variar sendo desde um efeito sedativo, anestésico cirúrgico,
ou até a morte. Outro efeito dos barbitúricos é o de causar sono, podendo
induzir apenas o relaxamento (efeito sedativo) ou o sono (efeito hipnótico),
dependendo da dose utilizada.
O
uso de barbitúricos pode ser oral, intramuscular, endovenoso, ou retal.
Independentemente da via de administração eles se distribuem uniformemente
pelos tecidos. Após a absorção, eles se ligam a proteínas do sangue e vão
agir principalmente no cérebro, devido ao seu alto fluxo sangüíneo. Os
efeitos depressores aparecem entre 30 segundos e de 15 minutos, dependendo do
tipo de barbitúrico utilizado.
Inalantes
Um número grande de produtos comerciais têm em sua formação várias substâncias
voláteis (evaporam-se facilmente), os chamados solventes. Como essas substâncias
têm a capacidade de evaporar facilmente, a sua inalação pode ocorrer voluntária,
principalmente entre adolescentes e crianças, ou involuntariamente, como nos
casos de trabalhadores da indústria de sapato.
Os
solventes podem ter efeitos estimulatórios, ou de depressão e até causar
alucinações. A exposição crônica aos solventes pode causar: prejuízo de
memória, diminuição da destreza manual, alteração no tempo de reação aos
estímulos, cansaço, dor de cabeça, confusão mental, incoordenação motora e
fraqueza muscular. Essa fraqueza pode ser causada por lesão em nervos motores,
em casos graves, pode resultar em paralisia.
Opiáceos
Os opióides incluem tanto drogas opiáceas naturais, quanto as drogas sintéticas relacionadas, como a meperidina e a metadona. Os opiáceos são substâncias derivadas da papoula. A codeína e a morfina são derivadas do ópio, e a partir destas produz-se a heroína.
O uso de opiáceos remonta a séculos atrás. No século XVI, o ópio era utilizado como remédio para os "nervos", contra tosse e diarréia. No fim de século XIX, a heroína foi utilizada como um remédio para a dependência causada pela morfina, no entanto seu uso mostrou-se inadequado. Apesar de ter reconhecidamente um maior efeito contra a dor e contra a tosse, tem também maior probabilidade de causar dependência.
As
drogas sintéticas relacionadas aos opiáceos foram criadas para tratar da dor
sem causar dependência. Apesar de sua eficiência como analgésicos, essas
drogas também podem causar dependência.
Logo após a injeção de opióides, o usuário experimenta um "rush", uma "onda de prazer". Isso ocorre devido à rápida estimulação de centros cerebrais superiores, que pode ser seguido de depressão do sistema nervoso central. A dose necessária para causar esses efeitos pode também causar agitação, náuseas e vômitos. Com o aumento da dose, há a sensação de calor no corpo, boca seca, mãos e pés pesados, e um estado em que o "mundo é esquecido".
Os efeitos fora do sistema nervoso central são muitos: contração da pupila, depressão respiratória, respiração irregular, obstipação, retenção de urina e diminuição do volume urinário. A depressão respiratória pode ser bastante grave, podendo levar à morte.
Essa
droga provoca dependências físicas e psicológicas e depois de algum tempo de
uso também a tolerância.
A dependência física faz com que os usuários tenham sintomas de abstinência quando o uso é diminuído ou interrompido de maneira abrupta. Estes sintomas podem aparecer poucas horas após a última administração. Os sintomas mais comuns são: agitação, diarréia, cólicas abdominais e uma vontade intensa de consumir a droga ("fissura" ou "craving"). Estes sintomas são mais intensos entre 48 e 72 horas após o último uso, e cessam após uma semana. Em usuários pesados, que não apresentam boa saúde, a abstinência repentina pode levar à morte.
LSD-25
O
LSD-25, ou seja, a dietilamida do ácido lisérgico é uma substância sintética,
produzida em laboratório. Ela foi descoberta acidentalmente pelo cientista suíço
Hoffman, que ingeriu uma pequena quantidade da droga. A partir disso,
iniciaram-se experiências terapêuticas com o LSD-25. Ela foi utilizada para o
tratamento de doenças mentais, mas hoje em dia sabe-se que ela não tem
utilidade médica. Ela é talvez a substância mais ativa que age no cérebro.
Pequenas doses já produzem grandes alterações.
O LSD-25 é uma droga que provoca alterações no funcionamento do cérebro, causando fenômenos psíquicos como alucinações, delírios e ilusões. Essa substância contém em sua estrutura o núcleo indol, que também está presente em um neurotransmissor do cérebro, a serotonina. Por esta característica, essa droga interfere no mecanismo de ação da serotonina. O LSD-25 é um alucinógeno primário, porque seus efeitos ocorrem principalmente no cérebro.
Os efeitos dessa droga dependem da sensibilidade da pessoa, do ambiente, da dose e da expectativa diante do uso da droga. Os efeitos físicos observados são: dilatação das pupilas, sudorese, aumento da frequência cardíaca, aumento de temperatura. Às vezes podem ocorrer náuseas e vômitos.
As alterações psíquicas são muitos mais importantes. As sensações podem ser agradáveis como a observação de cores brilhantes e a audição de sons incomuns. Pode ocorrer também ilusões e alucinações. Em outros casos as alterações são desagradáveis. Algumas pessoas observam visões terríveis e sensações de deformidade externa do próprio corpo. Já foi descrito o efeito de flashback , isto é, semanas ou meses após o uso da droga os sintomas mentais podem voltar, mesmo que a pessoa não tenha mais consumido a droga.
Os
alucinógenos indólicos produzem pouco fenômeno de tolerância e não induzem
dependência física.
Mescalina
A
mescalina é um alucinógeno sintetizado a partir de um cactus, peiote, natural
do México. O cacto era usado há séculos em cerimônias religiosas. Ele ganhou
maior importância há alguns anos atrás. Ela tem estrutura semelhante aos
neurotransmissores do cérebro, a dopamina e a noradrenalina. Portanto ela age
nessas substâncias para produzir os efeitos de alucinações. A mescalina é
quase inexistente no Brasil.
A sigla MDMA é a abreviação do nome Metilena-DioxiMetaAnfetamina, conhecida popularmente com o nome de êxtase. Ela é uma droga sintética que surgiu recentemente e é quase inexistente no Brasil. Ela é uma droga que além de produzir alucinações provoca também um estado de excitação. A droga interfere no sistema nervoso agindo nos neurotransmissores dopamina e noradrenalina.
Maconha
A palavra maconha provém de cânhamo (Cannabis sativa), que é um arbusto de
cerca de dois metros de altura, que cresce em zonas tropicais e temperadas. O
princípio ativo da planta é o THC (tetra hidro canabinol), sendo ele o responsável
pelos efeitos que a droga causa no organismo. A folha da maconha é conhecido
por vários nomes: marihuana ou marijuana, diamba ou liamba e bangue. O haxixe
é uma preparação obtida por grande pressão que se torna uma pasta semi-sólida,
que pode ser moldada sob a forma de bolotas e que tem grande concentração de
THC.
A maconha é conhecida do homem há milênios. O uso dessa droga passou por várias etapas ao longo dos séculos. Como medicamento ela foi usada há quase 5000 anos na China. No II milênio da era cristã ela chegou ao mundo ocidental. A primeira referência de maconha no Brasil é do século XVI. Nos Estados Unidos ela era muito utilizada como hipnótico, anestésico e espasmolítico. Porém o seu uso terapêutico declinou no final do século passado. A razão para o desuso médico da droga foi a descoberta que a droga se deteriorizava muito rapidamente com o tempo, e consequentemente ocorria a perda do seu efeito clínico. Uma outra causa foi o relacionamento do seu uso não-médico (abuso) da maconha à distúrbios psíquicos, ao crime e à marginalização.
Nos
meados da década de sessenta houve um aumento do uso da maconha nos Estados
Unidos, principalmente entre os jovens. Esse uso se difundiu para a Europa e países
em desenvolvimento. No Brasil, o consumo é feito geralmente por jovens da
classe média das grandes cidades e também por estudantes do primeiro grau. A
legislação brasileira considera o uso e o tráfico da droga um crime.
A maconha é uma droga perturbadora do sistema nervoso, ou seja, ela altera o funcionamento normal do cérebro, provocando fenômenos psíquicos do tipo delírios e alucinações.
Os efeitos físicos agudos não são muito importantes. Podem ocorrer: boca seca, dilatação dos vasos da conjuntiva e aumento da frequência cardíaca. A diminuição do hormônio sexual masculino e consequentemente infertilidade pode ser um dos efeitos crônicos do uso da maconha. Não existem comprovações, mas possivelmente a maconha pode provocar também câncer de pulmão, pois contém níveis de benzopirenos semelhantes ao do tabaco. O uso prolongado provoca redução das defesas imunológicas do organismo.
Os efeitos psíquicos agudos dependem muito do estado de espírito do usuário e da expectativas do seu uso. Em algumas pessoas pode provocar euforia e hilaridade, em outras causa sonolência ou diminuição da tensão. Podem surgir também os efeitos de ilusões, delírios e alucinações. Ocorre também uma perda da noção de tempo e espaço e diminuição da memória. Quanto aos efeitos psíquicos crônicos não existem certezas somente suposições. Possivelmente, ocorra a chamada Síndrome amotivacional, em que as pessoas perdem o interesse pelos objetivos comuns.
O uso prolongado pode levar ao efeito de tolerância. A droga também provoca o efeito de dependência, mas não existe uma Síndrome de abstinência característica com a cessação.
Alguns derivados da maconha possuem efeitos terapêuticos. Tais aplicações incluem efeitos contra vômitos e nauseas causados pela quimioterapia no tratamento de câncer e ação analgésica e anticonvulsivante.
Anticolinérgicos
Plantas do gênero Datura (cartucho, trombeta, saia-branca, zabumba), utilizadas como arbustos ornamentais, produzem substâncias anticolinérgicas, como a atropina e a escopolamina. Essas plantas podem ser encontradas em diversas regiões do Brasil, principalmente a Datura suaveolens e a Datura stramonium. A descrição mais antiga de uma intoxicação causada pelo seu uso no Brasil, data do ano de 1866, na Bahia.
A
triexafenidila é uma substância sintética, que também tem efeito anticolinérgico.
É usada para o tratamento do mal de Parkinson, mas a ingestão de grandes
quantidades levam a fortes efeitos no sistema nervoso central e em outros órgãos
do corpo.
Nos olhos, as pupilas ficam bastante dilatadas (midríase), o que causa embaçamento e "falta de foco" da visão. O coração bate mais rapidamente, a pele fica seca e avermelhada. Há também retenção urinária, aumento de temperatura, podendo ocorrer ataques convulsivos. Em alguns casos, a intoxicação pode levar à morte.
Os
efeitos no sistema nervoso central são os de um processo alucinatório, podendo
durar de um a três dias. As visões são geralmente de cenas horripilantes
(animais, plantas, cadáveres). Visões agradáveis são raras.
Cigarro
O
fumo é responsável por 30% das mortes por câncer e 90% das mortes por câncer
de pulmão. Os outros tipos de câncer relacionados com o uso do cigarro são: câncer
de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero.
Componentes
do cigarro:
Na fumaça do cigarro já se isolaram 4.720 substâncias tóxicas, as quais
atuam sobre os mais diversos sistemas e órgãos; Contém mais de 60 cancerígenos,
sendo as principais:
Nicotina - é a causadora do vício e cancerígena;
Benzopireno - substância que facilita a combustão existente no papel que envolve o fumo;
Nitrosaminas;
Substâncias Radioativas - polônio 210 e carbono 14;
Agrotóxicos - DDT;
Solventes - benzeno;
Metais Pesados - chumbo e o cádmio (um cigarro contém de 1 a 2 mg, concentrando-se no fígado, rins e pulmões, tendo meia-vida de 10 a 30 anos, o que leva a perda de capacidade ventilatória dos pulmões, além de causar dispnéia, enfisema, fibrose pulmonar, hipertensão, câncer nos pulmões, próstata, rins e estômago);
Níquel e Arsênico - armazenam-se no fígado e rins, coração, pulmões, ossos e dentes resultando em gangrena dos pés, causando danos ao miocárdio etc..;
Cianeto Hidrogenado;
Amônia - Utilizado em limpadores de banheiro;
Formol - Componente de fluído conservante, utilizado na conservação de cadáveres.
Monóxido de Carbono - o mesmo gás que sai dos escapamentos de automóveis, e como tem mais afinidade com a hemoglobina do sangue do que o próprio oxigênio, toma o lugar do oxigênio, deixando o corpo do fumante, ativo ou passivo, totalmente intoxicado.
Por sua ação vasoconstritora, a nicotina diminui o calibre da artéria do cordão umbilical e a irrigação sanguínea da placenta. Como conseqüência, o bebê recebe menos nutrientes, a oxigenação fica comprometida e a criança pode nascer com peso menor. Nos EUA, um de cada seis nascimentos de crianças com baixo peso é devido ao fumo.
Os filhos de mães fumantes correm 64,8% mais riscos de morrer após o nascimento do que os bebês daquelas que não fumaram durante a gravidez. Os riscos de ocorrência de defeitos congênitos são de 1,7 a 2,3% mais altos entre os bebês de mães fumantes. As mulheres que fumam 20 cigarros por dia têm 61% mais chances de sofrerem um aborto do que as não fumantes.
Metabolização
e Eliminação das Drogas Pelo Organismo
A grande maioria das drogas é metabolizada no fígado e posteriormente eliminada pela urina. Pequena quantidade de drogas não é modificada pelo fígado, sendo eliminada diretamente pela urina.
Alguns
raros podem ser eliminados em parte através da respiração e também das
fezes.
EFEITOS
DAS DROGAS NA GRAVIDEZ
O
uso de todos os tipos de drogas é prejudicial durante a gravidez, podendo levar
a problemas graves que vão desde ao retardo mental, deficiência de
crescimento, deformidade facial e de cabeça, anormalidades labiais, defeitos
cardíacos, baixo peso, até a ocorrência de síndrome de abstinência nos recém-nascidos
(algumas drogas tem a capacidade de ultrapassar a barreira placentária e a
barreira hematoencefálica do feto, causando depressão respiratória), além de
abortos espontâneos e nascimentos prematuros.
As
mulheres grávidas e dependentes podem ter dificuldades durante a gravidez e o
parto, os fatos mais comuns são a anemia, doenças cardíacas, diabetes,
pneumonia e hepatite.
Dra. Ana Márcia: bio4@ig.com.br
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